Saúde

Grávida pode viajar de avião? Até quantas semanas cada companhia aceita

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Pode, e o limite depende da companhia e da semana de gestação. Na GOL e na LATAM, a gestação simples e sem complicação embarca sem atestado até a 29ª semana. A partir da 30ª semana, as duas pedem atestado médico. A LATAM não embarca gestantes a partir da 39ª semana, e a GOL, com 38 semanas ou mais, só embarca em situação de extrema necessidade e com o médico responsável junto. A ANAC resume a regra geral: algumas empresas têm restrições para o transporte de gestantes, e por isso a orientação é falar com a empresa aérea e com o médico antes de comprar a passagem. Quem decide se a viagem cabe na sua gravidez é o obstetra; a companhia decide se aceita o embarque.

O que a ANAC garante à gestante

A Resolução ANAC nº 280/2013 inclui gestantes e lactantes entre os Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAE). Na prática, isso dá direito aos mesmos serviços dos outros passageiros, com atendimento prioritário em todas as fases da viagem, do check-in ao desembarque. A gestante também pode pedir inspeção diferenciada na segurança do aeroporto, segundo a mesma página da agência.

A ANAC permite que a empresa exija atestado médico para verificar se a viagem pode comprometer a saúde da passageira. Se a companhia recusar o transporte, a recusa tem de ser justificada por escrito em até 10 dias. Um detalhe que pesa na volta: as regras da ANAC não valem para embarques feitos fora do Brasil. No voo de volta de outro país, vale o que a companhia e o país de partida determinam.

Semana a semana na GOL e na LATAM

GOL e LATAM publicam tabelas parecidas, com diferenças no prazo do atestado e no fim da linha. Para gestação simples:

Semana de gestaçãoGOLLATAM
Até a 29ªSem atestado e sem declaraçãoSem atestado, se a gravidez transcorre sem problemas
30ª a 35ªAtestado com validade de 30 dias, emitido até 7 dias antes do embarqueAtestado no balcão do aeroporto, emitido até 10 dias antes do voo
36ª a 37ªAtestado e declaração de responsabilidade assinada pelo médico e pela gestanteAtestado enviado antes à área médica da LATAM
38ªSó em extrema necessidade, com o médico responsávelAtestado enviado antes à área médica da LATAM
39ª em dianteSó em extrema necessidade, com o médico responsávelNão embarca

Fontes: GOL, página de gestantes e LATAM, requisitos para viagem de gestante, lidas em 7 de novembro de 2026.

O atestado não é qualquer papel. A GOL pede o original, com as semanas de gestação, a condição clínica atual, a data, a assinatura e o carimbo com o número do registro do médico no Conselho Regional de Medicina. A LATAM pede que o atestado traga a origem e o destino da viagem, as datas de partida e de chegada, as semanas de gestação e a autorização expressa do médico para viajar de avião. Na LATAM, o envio à área médica é pelo formulário de contato da companhia, pelo menos 48 horas antes do voo.

A LATAM acrescenta uma recomendação própria: que a gestante não viaje no terceiro trimestre, porque o atendimento médico a bordo é restrito. A GOL avisa que não é recomendável viajar nos 7 dias antes e depois do parto.

Gêmeos e gestação de risco

Gestação múltipla tem tabela própria. Na GOL, até a 29ª semana não há exigência; da 30ª à 31ª semana, a gestante apresenta atestado; da 32ª à 37ª, atestado e declaração de responsabilidade assinada pelo médico e pela gestante; com 38 semanas ou mais, só em extrema necessidade. Na LATAM, a gravidez múltipla leva atestado ao aeroporto da 30ª à 31ª semana e envia o atestado à área médica da 32ª à 38ª.

Gestação de risco segue outro caminho nas duas. A GOL pede o formulário MEDIF até 48 horas antes da viagem. A LATAM pede o atestado médico pelo formulário de contato, também com pelo menos 48 horas de antecedência.

Voo internacional e destinos com regra própria

A pergunta "até quantas semanas grávida pode viajar de avião internacional" não tem uma resposta única, porque a regra é da companhia que opera o voo e, às vezes, do país. A GOL pede que, em voo internacional, o atestado seja emitido no idioma da gestante e traduzido de forma juramentada para os idiomas dos países de origem e de destino.

A LATAM publica casos especiais. De ou para a Argentina, o Peru e Fernando de Noronha, a viagem é livre até a 27ª semana, se a gestante está bem de saúde. Na Argentina, da 28ª à 38ª semana, ela apresenta atestado emitido no máximo 7 dias antes do voo, e a partir da 39ª semana não viaja. No Peru, a partir da 28ª semana a gestante apresenta atestado no aeroporto, a partir da 32ª o atestado vai antes para a área médica e, depois da 36ª semana, a LATAM não embarca a gestante. Para Fernando de Noronha, a partir da 28ª semana a LATAM não leva gestantes, por causa da estrutura hospitalar da ilha, e a regra vale para turistas e moradores.

Se um trecho da viagem for operado por outra companhia, a LATAM orienta conferir as regras dessa outra empresa. Para Azul e companhias estrangeiras, a tabela está no site de cada uma e pode ser diferente da de GOL e LATAM.

A semana da volta também conta

Quem viaja perto da virada de uma faixa precisa olhar a data do voo de volta. Na GOL, o atestado tem validade de 30 dias, desde que no retorno não haja mudança na faixa de gestação. A própria companhia dá o exemplo: se a gestante embarca na ida na transição da 35ª para a 36ª semana e, na volta, já completou 36 semanas, ela precisa apresentar a declaração de responsabilidade e um atestado com o número de semanas atualizado.

Na LATAM, o atestado precisa ter sido emitido até 10 dias antes do voo. Numa viagem mais longa que isso, vale perguntar ao obstetra se ele emite um segundo atestado para a volta.

Primeiro trimestre e "grávida de 8 meses"

As tabelas das companhias não fazem exigência para o primeiro trimestre de uma gestação simples sem complicação: o documento só entra a partir da 30ª semana. Se é recomendável viajar nessa fase, quem responde é o obstetra, que conhece a sua gravidez.

Com 8 meses, a conta muda de unidade. As companhias decidem pela semana escrita no atestado, não pelo mês. Peça ao obstetra a semana exata, confira em que linha da tabela você estará no dia da ida e no dia da volta e veja se a viagem cai na faixa em que a companhia pede envio prévio à área médica.

E o seguro viagem?

O seguro viagem tem uma régua separada da companhia aérea: ele cobre as intercorrências da gravidez até uma semana-limite, que muda de seguradora para seguradora. Nos sites lidos em 7 de novembro de 2026, esse limite é a 28ª semana na Assist Card, a 32ª na Coris, a 28ª na My Travel Assist e a 30ª na Porto Seguro.

A My Travel Assist, corretora de seguro viagem de São Paulo, publica na página de dúvidas que a cobertura se estende a eventos relacionados à gravidez até a 28ª semana de gestação e que só vale se a gestante estiver viajando com autorização médica. A gestante até a 28ª semana aparece no próprio título da cobertura de despesas médicas e hospitalares, e tudo segue o plano contratado. A semana-limite dela é a mais curta da lista, empatada com a da Assist Card: quem estará além da 28ª semana em algum dia da viagem precisa de um plano com limite maior. Como a autorização médica é condição do seguro em qualquer semana, ela vai na mala mesmo antes da 30ª semana, quando a companhia aérea ainda não pede atestado.

O que levar no dia do voo

  • O atestado original, com as semanas de gestação e a autorização para voar, quando a sua semana pedir.
  • A declaração de responsabilidade da companhia, assinada, se a sua faixa exigir.
  • A confirmação da área médica da companhia, impressa ou no celular, nos casos de envio prévio.
  • A tradução juramentada do atestado, em voo internacional da GOL.
  • O bilhete do seguro viagem e a autorização médica que ele exige.

Para o que vem depois do parto, a regra das companhias para recém-nascido está em com quantos meses o bebê pode viajar de avião. E, se a viagem for com os filhos mais velhos, o seguro da família inteira está em seguro viagem para a família.