Bebê no avião: colo, carrinho, bebê conforto, cadeirinha e bagagem
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Até completar 2 anos, o bebê pode viajar no colo de um adulto responsável. Em voo nacional, Azul, GOL e LATAM não cobram passagem do bebê de colo; em voo internacional, as três cobram 10% da tarifa do adulto (a LATAM soma os impostos). Quem viaja com bebê de colo tem direito de levar um carrinho ou uma cadeirinha certificada de graça, e esse item não conta como bagagem de mão, segundo a ANAC. Se você preferir um assento só para o bebê, paga a passagem e precisa usar uma cadeirinha aprovada para uso em avião.
Colo ou assento próprio
A página da ANAC sobre viagem com crianças diz que crianças de até dois anos podem ir no colo do responsável e que, nesse caso, a forma mais segura é o adulto usar o cinto sozinho, sem passar o cinto pela criança. Acima de dois anos, colo não vale mais: a criança precisa de assento próprio, com o cinto da aeronave.
Se você comprar um assento exclusivo para um bebê com menos de dois anos, a ANAC manda usar obrigatoriamente um sistema de contenção, como cadeirinha ou bebê conforto, próprio ou da companhia, com selo que ateste a aprovação para uso aeronáutico.
Duas regras de lugar ajudam no planejamento. Na Azul, cada adulto embarca com um bebê de colo, e dois adultos com um bebê de colo cada um não podem sentar no mesmo grupo de assentos, porque cada grupo tem só uma máscara de oxigênio extra. Na LATAM, um adulto pode levar dois bebês só se um deles for em assento próprio ao lado, com passagem completa.
Quanto custa a passagem do bebê
A ANAC avisa que desconto para criança é cortesia da companhia, não obrigação. Hoje, as três maiores publicam isto:
| Companhia | Voo nacional, bebê de colo | Voo internacional, bebê de colo | A partir de 2 anos |
|---|---|---|---|
| Azul | Não paga passagem | 10% do valor da passagem do adulto | Assento próprio, mesmo valor da tarifa de adulto |
| GOL | Não paga passagem | 10% do valor da tarifa do adulto | Assento próprio (regra da ANAC) |
| LATAM | Sem custo adicional | 10% da tarifa adulto mais impostos | Assento próprio, passagem de criança |
Mesmo sem pagar, o bebê precisa estar na reserva, com bilhete emitido. Se ele fizer 2 anos entre a ida e a volta, a Azul e a LATAM mandam comprar a volta com assento próprio. Os detalhes de cada faixa de idade estão em criança paga passagem?.
Carrinho e bebê conforto: o que vai de graça
Pela ANAC, quem viaja com criança de colo é passageiro com necessidade de assistência especial e pode levar uma ajuda técnica, como carrinho de bebê ou cadeirinha certificada. O item passa pela inspeção, pode ser usado na área de embarque até a porta do avião e vai de graça. Se couber, viaja na cabine; se não couber, vai no porão e precisa ser devolvido a você no desembarque.
Cada companhia detalha o próprio jeito:
- Azul: carrinho a bordo só com até 35 x 25 x 55 cm, somando no máximo 115 cm e 10 kg. Modelos maiores são pesados e etiquetados no check-in e despachados no portão, sem taxa.
- LATAM: além da bagagem do adulto, você pode levar um carrinho dobrável ou um bebê conforto. Sem espaço na cabine, ele vai para o porão sem custo. Carrinho do tipo travel system conta como um item só.
- GOL: confirme as medidas do carrinho na central da companhia antes de ir.
O carrinho precisa estar dobrado antes de entrar no avião, para deixar o corredor livre, segundo a LATAM.
Cadeirinha no avião: qual serve
Não é qualquer cadeirinha de carro. A ANAC aceita sistemas de contenção aprovados para uso em aeronave, com etiqueta que comprove isso, e lista as normas aceitas: a europeia ECE R44 (versão 03 ou posterior), a americana FMVSS 213 (fabricada depois de 26 de fevereiro de 1985 e com etiqueta de uso em aeronave), a canadense CMVSS 213, a alemã TÜV para aviões e aprovações de autoridades aeronáuticas como FAA e EASA. A cadeirinha precisa ser adequada à idade, ir num assento virado para frente, de preferência na janela, caber entre os braços da poltrona e prender com o cinto de duas pontas do avião. Modelo que só se fixa por Isofix ou cinto de três pontas não serve, a não ser que a poltrona tenha essa ancoragem.
Na Azul, a cadeira ou bebê conforto precisa ter selo "para uso em avião" ou "for aircraft use", que pode ser do INMETRO, da FAA, da JAA ou de outro órgão certificador. Ela vai na janela, ao lado do responsável, com cobrança de um assento com desconto, e o bebê fica nela o voo todo. O pedido é feito com pelo menos 48 horas de antecedência.
Na LATAM, bebê em assento próprio viaja obrigatoriamente em cadeira certificada para avião, com selo. Para crianças de 10 a 20 quilos, vale também o cinto infantil certificado CARES, na Economy e na Premium Economy. Assento de elevação (booster) não é permitido. Em voos com origem no Brasil, a LATAM empresta de graça uma cadeira certificada para bebês e crianças de até 25 quilos, sujeito à disponibilidade, com pedido até 72 horas antes pelo Contact Center.
Bagagem do bebê
A regra geral da ANAC: quando o bebê viaja de cortesia, no colo, não há franquia mínima obrigatória de bagagem, nem de mão nem despachada. O carrinho continua garantido, porque é ajuda técnica. Criança com bilhete comprado, mesmo com tarifa promocional, tem direito aos 10 quilos de bagagem de mão.
- Azul: despacho gratuito de bagagens de bebês de 0 a 2 anos incompletos, com carrinho, cadeirinha de automóvel e bebê conforto; outros itens saem da franquia dos pais. Em voos internacionais, o bebê tem direito a uma bagagem de até 10 kg mais um carrinho ou cadeirinha.
- LATAM: além do carrinho, uma bolsa ou mochila de até 45 x 35 x 20 cm, que pode ser a própria malinha do bebê, guardada debaixo da poltrona da frente.
Para montar a bolsa de mão, veja o que levar na mala do bebê.
Berço a bordo
Em voo longo, dá para pedir berço. O moisés da LATAM vai na Cabine Economy, em voos LATAM, para bebês de até 10 quilos e menos de 71 cm, e depende da compra do assento correspondente. O berço da Azul existe só em voos internacionais com aviões Airbus, é gratuito, pede 48 horas de antecedência pela central e aceita bebês de até 6 meses, com até 11 kg e 70 cm; pode haver cobrança do assento.
Os direitos de quem viaja com bebê
- Atendimento prioritário: pela ANAC, pessoas com criança de colo estão entre os passageiros com necessidade de assistência especial, com prioridade em todas as fases da viagem.
- Lado a lado: a companhia deve garantir, sem cobrança, que o menor de 16 anos viaje ao lado de pelo menos um adulto que o acompanhe. Escolher janela ou corredor pode ser cobrado.
- Comida do bebê na inspeção: em voos internacionais, líquidos acima de 100 ml são barrados na bagagem de mão, mas a ANAC abre exceção para alimentação de bebê na quantidade necessária ao voo inteiro, escalas incluídas, apresentada na inspeção.
- Sistema de contenção: a companhia brasileira deve oferecer um sistema de contenção para criança de colo ou deixar o responsável usar o próprio, desde que aprovado.
Leve a comida do bebê. A LATAM avisa que a alimentação do bebê é responsabilidade do responsável e que papinhas e fraldas a bordo têm estoque limitado, sem entrega garantida.
Antes de embarcar
- Inclua o bebê na reserva, mesmo quando ele não paga.
- Separe o documento: em voo nacional, a ANAC pede certidão de nascimento (original, cópia autenticada ou digital) ou documento de identidade com foto, mais o que comprove a filiação. A Azul avisa que a Declaração de Nascido Vivo não vale para viajar. Veja documentos para viajar com criança e, para o exterior, passaporte para bebê.
- Peça cadeira ou berço com antecedência: 48 horas na Azul e 72 horas para a cadeira emprestada da LATAM.
- Confira o selo da cadeirinha antes de sair de casa.
- Etiquete o carrinho no check-in e chegue com folga para a fila de inspeção.
Se o bebê ainda é recém-nascido, veja com quantos meses o bebê pode viajar de avião.